Mário Machado nega ser racista e acusa procuradora de dualidade

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Mário Machado nega ser racista e acusa procuradora de dualidade

Mensagem  Bernardo Costa em Qui 10 Abr 2008, 12:55

Principal arguido diz que foi mantido em prisão preventiva sem razões
Mário Machado, líder dos Hammer-skins portugueses, a principal organização de skinheads nacionais, começou ontem a prestar declarações no tribunal de Monsanto, em Lisboa, onde afirmou não ser racista e no final das quais criticou duramente o Ministério Público e os pressupostos que levaram à sua prisão.

Mário Machado foi interrogado durante cerca de duas horas pelo juiz João Felgar, que o questionou em relação às acusações de incitamento à violência e discriminação racial. Em resposta, Machado garantiu que não há qualquer queixa apresentada contra si por pessoas de outras raças, até porque não se considera uma pessoa racista. "O conceito de racialismo é diferente do racismo", defendeu Mário Machado, porque a primeira defende o orgulho de uma raça e o segundo significa o ódio por outra raça. Embora admita que, "em relação à raça negra, há propensão para o crime em Portugal".

Em relação ao facto de ter apelado no seu blog para que os nacionalistas "comprem armas", Mário Machado apresentou a tese de que, no caso de existir uma guerra civil em Portugal, e se a polícia perder a autoridade, "os nacionalistas têm o dever de assegurar a integridade física dos portugueses", mas sempre com recurso a armas legais. Apesar da linguagem agressiva utilizada em mensagens colocadas na Internet, Mário Machado garantiu que isso não passam de figuras de retórica e que nunca quis apelar a crimes. "Ninguém acredita que Jorge Coelho, quando disse que quem se metia com o PS leva, estava a incitar à violência contra o PSD", exemplificou.

Perto do final da sessão, e depois de lhe ter sido perguntado se achava que os males do País eram culpa das outras raças, respondeu que os principais culpados eram os políticos brancos. E, citando o DN, aproveitou a oportunidade para, durante cerca de dez minutos, criticar o processo que o conduziu à cadeia e à barra do tribunal. "Como diz hoje [ontem] o Diário de Notícias, o novo Código Penal já libertou 315 presos preventivos desde 15 de Setembro de 2007. No dia 14, foram libertados 100 presos preventivos e eu fui o único que continuei na cadeia. Devia ter saído mas fui mantido preso até dia 15, quando recebi a acusação que tinha sido assinada pela procuradora Cândida Vilar às 23.00 do dia anterior". O skin-head acusou a procuradora de dualidade e de o ter mantido preso sem pressupostos, o que obrigou Candida Vilar a intervir e pedir ao juiz que mantivesse o arguido cingido ao processo. O juiz reconheceu que "a amplitude dada às declarações do arguido neste processo não é comum nos tribunais portugueses", o que neste caso se justifica "dada a amplitude de referências ideológicas, a possibilidade de falar deve ser igualmente ampla".

in "DN"
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